Dump de Memória 3 - Memoryze

Opa, bom dia galera!

Hoje eu vou falar sobre o programa para fazer dump de memória, chamado Memoryze, da empresa Mandiant. Sem dúvida, é uma ótima ferramenta forense, extremamente poderosa na análise de conteúdo de memória e deveria fazer parte de todo kit forense de qualquer especialista na área.

Então vamos começar. Antes de fazer o download do programa, é preciso ter em mente que o memoryze trabalha com 2 componentes: o próprio Memoryze e o Audit Viewer. O primeiro é responsável por fazer a extração e análise do conteúdo da memória; já o segundo é responsável por pegar o resultado XML gerado pelo memoryze e apresentar este conteúdo em um formato mais amigável. Isso significa que é preciso fazer o download do audit viewer tambem. Como pré-requisito é preciso ter instalado o python no ambiente para rodar o AuditViewer.

O memoryze suporta as seguintes plataformas:
  • Windows 2000 Service Pack 4 (32-bit)
  • Windows XP Service Pack 2 e Service Pack 3 (32-bit)
  • Windows Vista Service Pack 1 e Service Pack 2 (32-bit)
  • Windows 2003 Service Pack 2 (32-bit)
  • Windows 2003 Service Pack 2 (64-bit)
  • Windows 7 Service Pack 0 (32-bit)
  • Windows 7 Service Pack 0 (64-bit)
  • Windows 2008 Service Pack 0 (64-bit)
O primeiro passo é entrar no site e fazer o download dos 2 programas. Depois de ter feito o donwload, é só instalar os programas. É muito fácil. É só clicar em next, next e finish.
A Figura 1 mostra o diretório onde o Memoryze foi instalado.

















Antes de realizar o dump é preciso prestar atenção em um ponto: o Memoryze precisa carregar seu driver no kernel-land para acessar e extrair o conteúdo da memória. Mas por questões de segurança, os sistemas operacionais da Microsoft vêm desabilitando este acesso dos drivers na memória RAM. Esta postura da Microsoft, faz com que mesmo que eu tenha acesso de administrador do sistema, ainda preciso realizar algumas ações para poder rodar o Memoryze com poderes de root. A Figura 2 mostra exatamente este erro de rodar o programa sem os devidos privilégios de root.










Para contornar esse problema, precisamos tomar algumas medidas que eu já mostrei em um post passado, sobre o win32dd. Mas vamos refazer estes passos. Primeiramente, vá no botão iniciar que está do lado esquerdo da tela, lá embaixo. Depois clique em acessórios. Agora clique com o botão direito do mouse em cima do ícone prompt de comando. Irá abrir um menu, escolha a opção Executar como administrador. A Figura 3 mostra essa opção.





















O meu computador mostra que eu só tenho um único login na minha máquina. A Figura 4 mostra esse único usário.










Agora nós precisamos alterar os privilégios desse usuário para que ela passe a ser root. O comando é net user [nome da conta] \active:yes. A figura 5 mostra o comando na tela para alterar os privilégios do usuário.









Depois disso, podemos ir até onde está instalado o Memoryze e realizar o dump de memória. A Figura 6 mostra quais são os arquivos dentro da pasta Memoryze.










Notem que existem vários arquivos, cada qual com sua função. Nós temos os scripts (.xml) que são:
  • AcquireDriver.Batch.xml
  • AcquireMemory.Batch.xml
  • AcquireProcessMemory.Batch.xml
  • DriverAuditModuleList.Batch.xml
  • DriverAuditSignature.Batch.xml
  • HookAudit.Batch.xml
  • ProcessAuditMemory.Batch.xml

Além dos scripts, nós temos os arquivos Batch (.bat), que são:
  • MemoryDD.bat - obtém a imagem da memória física
  • ProcessDD.bat - obtém a imagem do espaço de endereço do processo
  • DriverDD.bat - obtém a imagem de um driver específico
  • Process.bat - enumera todas as informações sobre um processo específico, como memória virtual, portas de rede, handle e strings
  • HookDetection.bat - procura por hooks (ganchos) dentro do sistema operacional
  • DriverSearch.bat - acha drivers

Agora nós estamos prontos para fazer o dump de memória. Para realizar o dump de toda a memória RAM, nós usamos o MemoryDD.bat. A Figura 7 mostra a linha de comando.









Por padrão, a saída do comando vai ser gravado no diretório C:\Arquivos de Programas\mandiant\Memoryze\Audits\[nome do computador]\[data e hora]. Se quisermos gravar a saída do comando em outra pasta, basta adcionarmos o parâmetro -output [caminho completo da pasta onde queremos colocar a saída do comando]. A Figura 8 mostra o exemplo na tela








A Figura 7 mostrou o comando na tela do computador para fazer o dump completo da memória. À medida em que o programa vai realizando o dump, aparece na tela alguns warnings. Esses warnings informam ao usuário que algumas páginas da memória (4096 bytes) não puderam ser lidas pela ferramenta. No memoryze, cada warning possui um endereço; portanto, existe um warning para cada página (4096 bytes) que não foi lida.
A Figura9 mostra esses warnings na tela












A Figura10 mostra na tela o comando para extrair algumas informações do dump de memória como: portas abertas, handles e todos os processos com suas seções de memória associadas (este último parâmetro pode ser usado para descobrir as DLL carregadas).
OBS: Handle - referencia para o bloco da memória que um processo se encontra
PID - referencia o número do processo junto à lista de tarefas do Windows










Depois de feito o dump de memória, vamos usar o programa Audit Viewer para analisá-lo. Eu volto a dizer que o auditviewer é depende do python. Descomprima o auditviewer no mesmo diretório do memoryze (se quiser, você pode descomprimí-lo em um outro diretório) . A Figura11 mostra os 2 arquivos no mesmo diretório.








Agora nós vamos acessar o diretório do AuditViewer e dar um duplo clique no arquivo auditviewer.exe. Vai aparecer uma imagem na tela como o da figura12














Vocês podem notar que escolhemos a segunda opção Configure Memoryze. A primeira, nós vamos abordar mais tarde, que é usada quando já temos um resultado de análise do conteúdo da memória e então nós vamos reanalisar o dump da memória. Seguindo em frente, clique no botão next e aí então vai aparecer na tela uma imagem como mostra a Figura 13. Vocês podem notar que existem 3 campos:
  • número 1: vamos informar ao auditviewer aonde o arquivo memoryze.exe está localizado
  • número 2: informamos ao auditviewer aonde iremos salvar os resultados da nossa análise. (memoryze acrescenta ao diretório de sáida: Audits\[NOME DO COMPUTADOR]\[REGISTRO DA HORA E DO DIA%]. Por exemplo: C:\Program Files\MANDIANT\Memoryze\Audits\NOTEBOOK\20101130104030)
  • número 3: o padrão é escolher sem compressão. Mas se o usuário quiser, ele pode escolher compressão AFF ou gzip.












Clicando no botão next, nós vamos para outra tela, Figura14, aonde vamos informar se queremos trabalhar com a imagem de uma memória adquirida previamente (dead memory) ou se vamos fazer a imagem da memória pra depois análisá-la (live memory). Nós vamos ecolher a primeira opção "dead memory".













Terminamos de ajusatr o ambiente. Agora vamos escolher várias opções de tarefas que o memoryze vai executar. Mas eu não vou mostrar essas opções aqui no blog. Eu vou dar a oportunidade de vocês procurarem isso no manual de usuário do Memoryze e do AuditViewer, que por sinal foi um belo trabalho de documentação da Mandiant. Depois de concluir a escolha dessas tarefas, vai aparecer uma tela mostrando uma barra de progressão culminando com uma tela mostrando todos os processos junto com suas DLL's, handles, etc. Esse procedimento vai demorar um pouco (pode ser até uns 30 minutos ou mais) dependendo do número de tarefas que pedimos para serem executadas. A Figura15 mostra o AuditViewer trabalhando com "dead memory". Do lado esquerdo estão os nomes de cada processo com algumas informações. Escolha um processo qualquer, clique 2 vezes no seu nome e aí então do lado direito vão aparecer várias abas, com várias informações a seu respeito.















É isso, galera!
Espero que eu tenha contribuído um pouco no uso dessas ótimas ferramentas que são o Memoryze e o Audit Viewer.
Até a próxima.
Abração!


Referência:

Tutorial de Criptografia com GPG

Opa, e aí galera.

Tudo bem com vocês?

Hoje eu vou passar um link aqui de um vídeo mostrando como usar o GPG para criptografar email do Gmail. É um vídeo bem legal, vale a pena dar uma olhada.
O link é: http://www.irongeek.com/i.php?page=videos/using-GPG-PGP-FireGPG-to-encrypt-and-sign-email-from-gmail

O vídeo é bem legal. Dêem uma olhada.

Abração em todos vocês!

Tutorial de como Instalar o Log2Timeline

Opa, e aí galera?
Tudo beleza?

Hoje eu vou passar um tutorial de como instalar essa ferramenta muito interessante.

O Tutorial é:
  1. Entre no site: http://log2timeline.net
  2. Entre no diretório "/etc/apt/sources.list" e acrescente a linha: deb http://log2timeline.net/pub karmic mais
  3. Acesse o site http://log2timeline.net/gpg.asc
  4. Copie o conteúdo para um arquivo de texto e salve com qualquer nome, mas que tenha extensão ".asc". Nesse tutorial eu salvei com o nome "gpg.asc"
  5. Digite o comando apt-key add . No meu caso foi o comando: apt-key add /home/anderson/Desktop/gpg.asc
  6. Em seguida, digite o comando: apt-get update
  7. Depois, digite o comando: apt-get install log2timeline-perl

Pronto, galera. Depois disso o programa Log2timeline está instalado. Agora é só usá-lo.

Qualquer coisa, me deixa recado aqui ou me manda email.

Abração!

TimeZone, Timestamp e Investigação de Crimes Digitais

Bom dia, galera!

É extremamente importante para o perito estabelecer o horário de um incidente.
É preciso considerar diferenças na sincronização entre relógios, horário de verão e outros problemas mais.

Para saber qual o fuso horário dos países, basta acessar este link.

Pra quem quer um exemplo de como o fuso horário pode nos atrapalhar nesse sentido, basta dar uma olhada nesse post do Tony: http://forcomp.blogspot.com/2009/09/wtf-e-timestamps.html

Pra facilitar esse problema, fui procurar na internet alguns links que mostram algumas informações sobre fuso horário e as horas nesse exato momento em várias cidades do mundo.
O primeiro link é: http://24timezones.com/hora_certa.php
O segundo link é: http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_fusos_hor%C3%A1rios
O terceiro link é: http://docs.sun.com/source/816-5523-10/appf.htm
O quarto link é: http://pcdsh01.on.br/
O quinto link é: http://www.gsp.com/support/virtual/admin/unix/tz/
O sexto link é: http://www.worldtimezone.com/
O sétimo link é: http://www.gentoo.org/doc/en/guide-localization.xml
O oitavo link é: http://home.tiscali.nl/~t876506/TZworld.html
O nono link é: http://wiki.openwrt.org/doc/uci/system
O décimo link é: http://search.cpan.org/~sbeck/Date-Manip-6.31/lib/Date/Manip/Zones.pod

Por fim, o próximo link mostra as "tz string": http://www.cypress.bc.ca/timezones.html

Bom, é isso.
Abração em todos!

Investigação por Email

Aí galera, bom dia!

aqui vai dois links falando sobre como fazer investigação por email, rastreando-os.
bem legal o assunto.

O primeiro link é: http://www.ataliba.eti.br/node/1794
O segundo link é: http://www.yousicurity.com/2009/11/tracking-anonymous-e-mailer-with.html

Bom, é isso.
Um grande abraço!

Dump de Memória 2 - Dump de Memória no GNU/Linux

E aí galera, tudo beleza?

Hoje eu vou falar sobre dump de memória no sistema GNU/Linux. Esse post é um complemento a um outro post, no blog do professor Eriberto.
Eu vou mostrar como fazer o dump de memória, já que no kernel 2.6 o seu acesso vem desabilitado por default.
Isso vem causando muitas dúvidas e questionamentos sobre o assunto. Então fui pesquisar e descobri uma maneira de contornar esse problema. Vamos lá então.

Se você tentar fazer o dump com o comando DD, vai obter o seguinte resultado na tela (imagem1)










Para corrigir esse erro, nós vamos acessar este link e fazer o download do módulo fmem.
Depois de ter feito o download, nós vamos descompactar e desempacotar o arquivo que foi baixado para nossa máquina. A imagem 2 mostra isso na tela do shell.









Após ter feito isso, nós vamos entrar no diretório fmem_1.5-0. A imagem 3 mostra esse passo na tela do computador.












Lá dentro do diretório fmem nós vamos digitar o comando make. A imagem 4 mostra esse comando na tela do computador.











O próximo passo é digitar o comando ./run.sh. A imagem 5 mostra esse comando na tela do computador.







Pronto, agora o módulo fmem foi carregado corretamente e o computador está pronto para o perito realizar o dump da memória. Agora é só usar o comando DD. Não se esqueça de acrescentar na linha do comando o parâmetro count. Este parâmetro leva a quantidade de memória da máquina periciada. Neste exemplo, minha máquina tem 3 GB (3072MB). Em máquinas com 4 GB de memória, coloca-se o valor 4096.

A imagem 6 mostra o comando DD rolando na tela.













Uma apresentação do youtube que o autor comenta sobre o fmem é este link: https://www.youtube.com/watch?v=OYGtceHYzQE

Sites com Diversas Imagens

Opa, e aí galera?
Tudo beleza?

Primeiramente, eu gostaria de falar que este post é um complemento de outro post, no blog do Sandro Suffert. O link para o do Sandro é: http://sseguranca.blogspot.com/2009/03/material-de-treinamento-para-equipes-de.html

Às vezes nós queremos usar alguma imagem com o intuito de estudar ou testar alguma ferramenta ou alguma técnica. Eu tive essa necessidade.
Pois bem, acabei encontrando alguns sites em que são disponibilizados algumas imagens e capturas de rede, para que possamos colocar em prática os nossos conhecimentos.




Por último, coloco aqui um link de um blog muito interessante. É o blog do professor Eriberto. Ele mostra a análise de uma invasão de rede. Muito legal mesmo. Obrigado pelo Link, professor!

E não podia deixar de colocar aqui um link muito interessante e com enorme valor para o profissional envolvido com a forense Computacional. É um site que mostra em uma tabela quais são os headers (cabeçalhos - conhecidos também como "magic numbers") de diferentes arquivos. Estes headers são como se fossem as assinaturas dos arquivos. Isso significa que um JPG tem uma assinatura diferente de um MPEG. E o que diferencia um do outro, é justamente o header. Mas este não é o único campo diferente, existem outros como por exemplo o Footer.
O link para ver os diferentes headers é: File Signatures Table

Bom, é isso.
Abração!

Dump de Memória 1 - Win32dd

Eu , de vez em quando, uso o Windows Vista Basic 32 bits aqui no meu notebook.
Fiquei encucado esses tempos, pq não estava conseguindo fazer o dump de memória nele.
Utilizei vários programas, inclusive o DD para windows. Mas não consegui. O DD não rodava em cima do Vista. E não entendia porque.
Fui pesquisar sobre o DD e acabei descobrindo que após o Windows XP SP2, a Microsoft limitou o acesso a certas áreas de memória. Com isso, somente os device drivers conseguem fazer dump. O uso do DD para fazer dump de memória no WinXP SP2 (e acima dele) deixou de funcionar, e além disso, o device \\.\PhysicalMemory foi desabilitado neste utilitário.

Continuei pesquisando sobre o assunto e achei um outro programa para fazer dump de memória, chamado: win32dd
No site da ferramenta, diz que existem 2 versões.
Encontrei em alguns sites o pessoal falando muito bem dele, dizendo que é até melhor que o próprio DD.
Acabei fazendo o download da versão free e instalei aqui no meu notebook (criei um diretório e descompactei os 2 arquivos lá dentro: win32dd.exe e o win32dd.sys).
O link pra fazer o download direto é: http://moonsols.com/component/jdownloads/view.download/3/2

Na hora de rodar e fazer o memory dump, novamente deu erro.
Eu não entendia a mensagem de erro pq dizia que eu precisava ter privilégios de administrador para ter acesso ao kernel-land (acessado somente pelo root do windows, ao contrário do user-land, acessado por qualquer usuário).
Detalhe: só existe um usuário cadastrado no meu notebook, e ele é administrador. Que por um acaso, é o que eu faço o login aqui na minha máquina. Ou seja, eu acesso como administrador no meu notebook, e o win32dd diz que eu não tinha privilégios de root.
A imagem1 mostra esse erro.









A imagem2 mostra através do comando net user que só existe um usuário cadastrado no meu notebook, e que ele é administrador.









Pesquisando sobre este erro, acabei descobrindo que a conta de administrador no Windows Vista vem desabilitada por default (apesar de ser classificada como administrador, ela não possui privilégios de root).
Resumindo: mesmo eu pertencer ao domínio de administradores, não tinha tais privilégios.
Eu tinha que fazer alguma coisa para conseguir rodar o win32dd. E fui pesquisar novamente sobre o erro que estava dando.
E achei o seguinte tutorial:
  1. vá em iniciar;
  2. depois vá em acessórios, e depois em prompt de comando;
  3. clique com o botão direito em cima de prompt de comando e escolha a opção : executar como administrador (imagem 3);
  4. escreva no prompt de comando aberto: net user [nome da conta que apareceu na imagem 2] /active:yes



















O que ele faz é ativar a conta de administrador do Vista, que vinha desabilitada por default.
Assim, meu problema teria sido resolvido parcialmente. Faltava agora rodar o win32dd e fazer o dump da memória.
Depois eu fiz o seguinte:
  1. usando o prompt, entrei no diretório onde está o win32dd;
  2. depois, digitei: win32dd.exe /d /f
Rodei novamente o win32dd e consegui, finalmente, fazer o dump de memória sem nenhum problema.
A imagem4 mostra o win32dd rodando.











Forense em Celulares com Software Livre

O campo da forense computacional cada vez se torna mais amplo. Os peritos em informática precisam lidar com computadores, além de PDA's e celulares.Hoje em dia, muitas pessoas guardam informações sobre suas vidas nestes aparelhos, como por exemplo, vídeos de seus familiares, lêem e-mails, ouvem músicas, mandam mensagens de textos, acessam a internet, agendam seus compromissos, tudo isso feito através dos celulares. Isso sem falar nos smartphones, que permitem o uso de softwares para planilhas elêtronicas e outros programas.

Nesse sentido, algumas empresas como a msab, desenvolveram equipamentos específicos para análise forense em celulares. Só que estes equipamentos costumar ser caros. Os links abaixo mostram alguns equipamentos com esse intuito:


Pra quem não tem tanto dinheiro assim, entra em cena o software livre, mais especificamente, o Linux. Eles nos permite realizar uma análise básica de todos os dispositivos conectados na porta USB do computador nos apresentando algumas informações. Mas como acessá-las no Linux?

É simples. Basta acessar o diretório /var/log/syslog com o comando tail. Este comando nos possibilita visualizar as últimas linhas de um arquivo. Adicionando o parâmetro -f, à medida que o arquivo vai crescendo, ele vai mostrando as últimas linhas, dinamicamente.

O comando tail -f mostra por padrão as últimas 10 linhas. Para mostrar as últimas 20, é só digitar o comando tail -n 20 /var/log/syslog, se quiser as últimas 30, é só digitar o comando tail -n 30 /var/log/syslog, e assim por diante.

A figura 1 mostra um celular conectado ao PeriBR (distribuição linux voltada para forense) e com o comando tail -n 40 /var/log/syslog rodando. Ele nos mostra algumas informações básicas.













A figura 2 mostra uma câmera digital sendo conectada à mesma distribuição Linux. O comando tail -f /var/log/syslog mostra as últimas 10 linhas, dinamicamente. Isso significa que à medida que formos conectando e desconectando os aparelhos na interface USB, ele vai mostrando na tela; ao contrário do parâmetro "-n" que não é dinâmico.












A figura 3 mostra uma Pendrive sendo conectada ao sistema. O comando tail -n 20 /var/log/syslog mostra as últimas 20 linhas do arquivo.










A figura 4 mostra uma outra Pendrive conectada ao PeriBR. O comando tail -n 20 /var/log/syslog mostra as últimas 20 linhas do arquivo.

Montar imagens Windows copiadas para o Disco

No post passado eu mostrei como montar uma imagem diretamente de uma pendrive. Neste post, eu vou mostrar como montar uma imagem Windows, que já está no HD. Eu vou usar novamente a distribuição Linux voltada para forense - PeriBR. E estarei montando uma imagem do windows vista no PeriBR.Então, mãos à obra!Primeiramente, é preciso copiar a imagem do windows para o HD, que tem o peribr instalado. No meu caso, eu criei um diretório "/images" e copiei a minha imagem windows para este diretório. A figura 1 mostra o cálculo do MD5, para verificar a integridade da cópia. Se as saídas do md5 forem as mesmas, significa que a cópia da imagem para o HD é íntegra, ou seja, o arquivo não teve o seu conteúdo alterado. A figura 1 mostra o cálculo md5 do arquivo original (arquivo no pendrive) e o cálculo md5 do arquivo já na máquina, lá dentro do diretório "/images".












Depois de fazer o cálculo e verificar que o md5 na cópia da imagem e na original são os mesmos (ou seja, o arquivo está íntegro), agora é só montar. Para montá-la, crie primeiramente um diretório, digitando o comando "mkdir ". No meu caso, eu vou criar o diretório "/mnt/image". Então fica assim: mkdir /mnt/image.Agora, para montar a imagem, digite o comando "mount -t ntfs-3g -o ro,loop,show_sys_files /images/vista_dd.001 /mnt/image". A figura 2 mostra o comando na tela do shell e o comando " df- h" para verificar se a imagem foi montada corretamente.












Agora é só acessar o conteúdo da imagem. A figura 3 mostra o acesso ao conteúdo da imagem com os Atributos dos arquivos (parâmetro show_sys_files é quem possibilita este acesso).

Montar imagens Windows em Linux diretamente de uma Pendrive

Pra quem não sabe montar uma imagem Windows em sistemas Linux, aqui vai como fazê-lo. No meu exemplo, eu vou montar uma imagem do Windows Vista em um ambiente Linux voltada pra forense computacional, utilizando uma ditribuição chamada PeriBR. Mas essa dica vale pra qualquer ditribuição linux.

Partindo do pressuposto que a imagem está em uma Pendrive ou HD externo, para montá-la sem copiar a imagem para o HD da estação forense (ou seja, analisando a imagem diretamente no dispositivo USB - pendrive ou HD externo), faça o seguinte:

  • Plugue o pendrive (ou o HD externo no seu computador);
  • Digite o comando fdisk -l para ver as partições do sitema. (figura1)














  • Digite o comando df -h, ou se preferir mount para ver qual sistema de arquivo é a sua pendrive, e em qual diretório ela está montada. Vocês podem ver na imagem que o comando mount mostra que minha pendrive está montada como read-only (ro). (figura2)















Agora eu vou criar o diretório aonde vou montar minha pendrive (acessar os arquivos da minha imagem). Para isso, digite o comando mkdir /mnt/image.

  • Depois, para montar a imagem, digite o comando mount -t ntfs-3g -o ro,loop,show_sys_files /dev/sdb1 /mnt/image.
  • Se digitamos o comando ls -lh /mnt/image, irá aparecer na tela do shell os arquivos de metadados do windows (isso é possível porque na hora em que a imagem foi montada, nós passamos o parâmetro show_sys_files). Se não passarmos este parâmetro no momento de montar a imagem, não teremos a possibilidade de acessar estes metadados - símbolo $ no início do nome do arquivo). (Figura 3)














Para usar o Sleuthkit na imagem do Windows, pode digitar, por exemplo, o comando fsstat /mnt/image/vista_dd.001 (figura 4)













Para acessar os metadados de volume do Windows (parâmetro show_sys_files), digite o comando strings /mnt/image/\$Boot (figura 5)

Login no SIFT Workstation

Pra quem é amante da forense computacional, eu sugiro experimentar a distribuição forense do SANS Institute. O nome da distribuição é: SIFT (SANS Investigative Forensic Toolkit)
Existem 2 versões: a versão 1.3 é mais antiga. A versão mais atual é a 2.0
Na 1.3, só existe a versão para VMWare. Na atual (2.0), existe a versão VMWare e uma outra, em formato .ISO. Eu tenho as duas e todas são excelentes.


Para fazer o login na 1.3:
login: root
password: forensics


Para fazer o login na versão 2.0:

login: sansforensics
password: forensics

Existe uma ferramenta de análise no SIFT Workstation, chamada: PTK.O PTK é uma ferramenta italiana, desenvolvida pela empresa DFLABS, cujo link é: http://ptk.dflabs.com/


Para abrir o PTK é preciso clicar no ícone do firefox e digitar: localhost/ptk/index.php (figura1)














Para se autenticar no PTK usando a SIFT Workstation (ambas as versões), digite:

login: admin
password: forensics

Bom, é isso!
Abraços!